A maior parte das visitas de um site de empresa chega pelo celular, e mesmo assim quase toda decisão sobre o site continua sendo tomada olhando a tela grande. É nessa distância que se perde cliente sem perceber. Vou mostrar o que muda quando a decisão parte da tela pequena e como conferir o seu caso.
A importância dos dispositivos móveis na vida das pessoas em geral vem aumentando a cada dia. Grande parcela da população nas grandes cidades brasileiras já possuem ao menos um smartphone. O próprio Google prioriza sites bem adaptados a celular nos resultados de busca. Ainda que exista certa limitação de acesso à internet via WIFI e altos custos dos pacotes de dados junto às operadoras de telefonia celular, entende-se que é uma tendência o aumento do tempo que cada pessoa gasta acessando a internet de qualquer lugar e a qualquer hora via seus dispositivos móveis. Aliás, as pessoas são móveis, não os dispositivos. A mobilidade e a facilidade de acesso proporcionada pela web móvel permite que os profissionais de marketing se atentem ao marketing digital por mobile como uma forte ferramenta a ser explorada. A web móvel está se tornando mais popular do que o uso da internet no ambiente de trabalho, por exemplo, uma vez que muitas empresas limitam o acesso à internet aos seus funcionários. Alguns especialistas afirmam que, por esta razão, os anúncios para celular também vão crescer. Isso faz com que os profissionais de marketing entendam as profundas mudanças na forma como se comunicarão com seus públicos-alvo daqui para frente. Neste contexto, mesmo uma empresa que investe pouco em marketing deve também estar atenta à comunicação via web móvel. O passo inicial para ter uma presença digital na web móvel é possuir ao menos um site responsivo, ou seja, que tenha um layout adaptável a qualquer tamanho de tela. Com isso, que seja um site amigável junto aos tablets e aparelhos de celular. Considerando que um cliente em potencial pode acessar o site de uma empresa via celular em busca de informações imediatas, é de grande importância que este site esteja preparado para fornecer ao usuário uma experiência satisfatória de navegação. Uma empresa não pode desperdiçar oportunidades. Por isso, se a sua empresa ainda não possui um site responsivo considere trocar seu website o quanto antes. Fique atento aos dispositivos móveis.
Índice
A decisão é tomada na tela errada
Na Modernizza, costumamos ver a mesma cena: a empresa aprova o site num monitor de vinte e quatro polegadas, com conexão de fibra, e o cliente abre no celular, na rua, com sinal ruim. As duas experiências não têm quase nada em comum.
Se você já aprovou algo no computador e estranhou o resultado no celular, sabe do que estou falando. A ordem dos blocos muda, o texto encolhe, a imagem que era discreta ocupa a tela inteira e o botão principal desce para longe.
A correção é de método, não de tecnologia: decidir primeiro como a informação funciona na tela pequena, onde o espaço obriga a escolher o essencial, e só depois aproveitar a folga da tela grande.
O que a tela pequena obriga a decidir
Na tela grande, dois blocos aparecem lado a lado e chegam juntos ao olho. Na pequena, um vem antes do outro, e alguém precisa decidir qual. Essa é a decisão mais útil de um projeto de site, porque obriga a empresa a dizer o que é mais importante.
Costumo ver essa conversa destravar coisas que não se resolviam há meses. Quando não cabe tudo, fica claro o que é acessório.
O que mais quebra no celular
| Problema | O que o visitante faz |
|---|---|
| Página demora a abrir | Volta antes de ver qualquer coisa |
| Texto pequeno demais | Dá zoom, se estiver interessado; senão sai |
| Botões colados | Erra o toque e desiste |
| Janela cobrindo a tela na chegada | Fecha a aba |
| Telefone que não é tocável | Não liga |
| Formulário longo | Abandona no meio |
As duas últimas linhas doem mais, porque acontecem exatamente com quem já estava convencido e queria falar com a empresa.
Velocidade é parte da experiência móvel
Um site pode se adaptar bem à tela e ainda assim perder a visita, porque demorou. No celular, com dados móveis, o peso da página conta muito mais do que no computador do escritório.
O culpado quase sempre é imagem enviada no tamanho original da câmera. Reduzir o arquivo antes de subir costuma cortar mais de noventa por cento do peso sem diferença visível na tela. É o ajuste de maior efeito e menor risco que existe.
Como conferir o seu site em cinco minutos
Pegue o celular, desligue o wi-fi e abra o site com dados móveis. Conte quanto tempo leva até aparecer alguma coisa útil.
Depois tente três coisas, como se fosse um cliente: entender em dez segundos o que a empresa faz, encontrar o preço ou a forma de orçamento, e chamar a empresa. Se qualquer uma exigir esforço, ali está o problema.
Por último, peça para alguém que não conhece a empresa fazer o mesmo teste na sua frente, sem ajuda. É desconfortável e é o teste mais revelador que existe.
O contato precisa caber num toque
De todos os ajustes possíveis, esse é o que mais muda o número de mensagens recebidas, e é o mais barato.
Telefone precisa ser tocável, e não uma imagem ou um texto que a pessoa tenha que copiar. WhatsApp precisa abrir direto na conversa, com o número certo e, se possível, com uma mensagem inicial pronta. Endereço precisa abrir no mapa.
Já vi empresa com site bem construído perdendo contato porque o telefone estava dentro de uma imagem no cabeçalho. No computador dava para ler e digitar; no celular, ninguém digita.
Formulário no celular pede menos campos
O que é chato no computador é insuportável na tela pequena, com o teclado ocupando metade dela. Cada campo a mais é uma chance real de a pessoa parar no meio.
Vale reduzir ao essencial: nome, uma forma de contato e a mensagem. O resto se pergunta na conversa, quando já existe interesse dos dois lados.
Vale também conferir detalhes que só aparecem no toque: se o teclado numérico abre no campo de telefone, se o seletor de data funciona, e se o botão de enviar fica ao alcance do polegar sem precisar rolar.
O que costuma sobrar e pode sair
Na tela pequena, alguns elementos ocupam espaço nobre sem ajudar ninguém a decidir.
Vídeo de fundo é o exemplo mais claro: consome dados, atrasa o carregamento e muitas vezes nem chega a ser visto. Carrossel de banners é outro, porque a pessoa costuma rolar antes do segundo slide. E imagem de banco de imagem colocada só para preencher empurra o conteúdo útil para baixo.
Cortar esses três costuma melhorar a velocidade e a clareza ao mesmo tempo, sem custo nenhum.
Quem procura no celular costuma ter pressa
Existe uma diferença de intenção que muda o desenho da página. Quem pesquisa no computador costuma estar comparando com calma, em horário de trabalho. Quem pesquisa no celular muitas vezes está resolvendo algo agora, às vezes na rua, às vezes fora do horário comercial.
Isso significa que a informação prática precisa estar mais alta na página no celular do que no computador: o que a empresa faz, se atende a região dela, e como falar com você. Institucional, história e diferenciais podem vir depois.
Costumo sugerir um teste simples de prioridade: se a pessoa lesse só a primeira tela do celular e nada mais, ela saberia se você resolve o problema dela? Se a resposta for não, a ordem está errada.
Horário e disponibilidade importam mais no celular
Como boa parte dessas visitas acontece fora do expediente, vale deixar claro quando a empresa responde. Um aviso simples de horário de atendimento evita a frustração de mandar mensagem às dez da noite e achar que foi ignorada.
E vale garantir que a primeira resposta, mesmo automática, diga quando alguém vai responder de verdade. Silêncio de doze horas em quem estava com pressa costuma significar que a pessoa já falou com outro fornecedor.
Onde isso encosta na divulgação
Vale lembrar que anúncio leva a pessoa para uma página. Se essa página não funciona bem no celular, o investimento em divulgação está pagando para perder gente, e o problema costuma ser diagnosticado como anúncio ruim.
Por isso a experiência móvel é pré-requisito de qualquer campanha de vendas pela internet, e não um refinamento posterior. Quem está começando encontra a ordem completa em marketing digital para iniciantes.
Perguntas frequentes
Por que devo pensar no celular primeiro?
Porque é de onde vem a maior parte das visitas, e porque a tela pequena obriga a decidir o que é essencial. Um site que funciona bem no celular quase sempre funciona no computador; o contrário raramente é verdade.
O que mais faz perder visita no celular?
Demora para abrir, texto pequeno, botões colados, janela cobrindo a tela na chegada, telefone que não é tocável e formulário longo. Os dois últimos doem mais, porque atingem quem já estava convencido.
Como deixar o site mais rápido no celular?
Comece pelas imagens. Enviadas no tamanho original da câmera, elas respondem pela maior parte do peso, e reduzir o arquivo antes de subir costuma cortar mais de noventa por cento sem diferença visível.
Como testar sem ferramenta?
Abra o site no celular com dados móveis e tente três coisas: entender em dez segundos o que a empresa faz, achar como pedir orçamento e chamar a empresa. Depois peça para alguém que não conhece a empresa repetir na sua frente.
Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital

