Empresa pequena costuma adiar a presença na internet achando que é coisa de negócio grande, e perde cliente que já procurou por ela e não encontrou. O que falta quase nunca é orçamento, é ordem de prioridade. Vou mostrar o mínimo que resolve, na sequência que cabe em quem toca tudo sozinho.
A internet possui um mar de oportunidades para a geração de bons negócios. O SEBRAE tem material próprio para ajudar o pequeno empresário a aproveitá-las. Por meio da internet, é possível divulgar a sua empresa e gerar novos negócios. Para isso, é necessário traçar estratégias de marketing digital e desenvolver um bom website, campanhas de e-mail marketing e gerar audiência nas redes sociais. Todas estas ações podem ajudar a sua empresa a lucrar mais e proporcionar uma maior visibilidade no mercado, com uma grande exposição nas páginas de respostas dos sites de buscas, como o Google, por exemplo.
O marketing digital é uma ótima oportunidade, em especial para as micro e pequenas empresas que abrem portas a cada dia, principalmente neste momento sócio econômico que vivemos no Brasil, em que pessoas que perdem seus empregos sentem-se motivadas a abrir seu próprio negócio.
Conquistar clientes é uma prioridade e, para aumentar as vendas, é preciso que sua empresa seja conhecida no mercado. Por isso, o marketing digital pode ajudar a alavancar novos negócios, por meio de oportunidades de divulgação com baixos custos e investimentos.
As estratégias digitais pode ser muito eficientes, principalmente para quem não tem budget para investir nas mídias convencionais, chamadas de offline.
O marketing digital, com as campanhas nas mídias digitais, tem proporcionado excelentes resultados para os micro e pequenos empresários, levando suas pequenas empresas a obterem grande sucesso.
A Modernizza possui soluções em marketing digital para pequenas e microempresas e pode ajudar a alavancar seu negócio.
Índice
O que o cliente faz antes de comprar de você
Mesmo quando a indicação foi ótima, a pessoa procura o nome da empresa antes de ligar. É um gesto automático, e o que ela encontra decide se o telefone toca.
Na Modernizza, costumamos ver empresas boas perdendo negócio nesse instante. Não porque tenham algo ruim publicado, mas porque não têm nada: nenhum site, nenhum perfil atualizado, nenhuma avaliação. O vazio é lido como risco.
Se você já desistiu de um fornecedor porque não achou informação nenhuma sobre ele, sabe exatamente o que acontece do outro lado.
O mínimo que resolve
Não é preciso muito, é preciso o certo. Quatro coisas cobrem a maior parte do problema.
A primeira é o perfil da empresa no mapa do Google, completo: categoria correta, endereço, horário, telefone que atende e fotos reais. Para negócio local, é a peça de maior retorno e a mais barata, porque é gratuita.
A segunda é um site simples, com poucas páginas, dizendo o que você faz, para quem, como é o processo e como falar com você. Não precisa ser bonito, precisa ser claro.
A terceira é avaliação de clientes. Elas aparecem antes do seu texto e funcionam como filtro na hora da escolha.
A quarta é um canal de contato que você acompanhe de verdade. Melhor um WhatsApp respondido no mesmo dia do que três canais abandonados.
Por onde começar, se o tempo é curto
| Ação | Custo | Tempo até render |
|---|---|---|
| Perfil no mapa do Google | Zero | Semanas |
| Pedir avaliação a clientes | Zero | Imediato |
| Site simples e claro | Baixo a médio | Meses |
| Publicar com regularidade | Tempo | Meses |
| Anúncio local | Médio | Dias |
As duas primeiras linhas custam zero e rendem rápido, e são justamente as que mais ficam para depois.
O erro de querer parecer maior do que é
Existe uma tentação de imitar empresa grande, com linguagem corporativa e foto de reunião em sala de vidro. O efeito costuma ser o contrário: o visitante percebe a imitação e desconfia.

O que funciona melhor para empresa pequena é justamente o que ela tem de diferente. Falar com nome próprio, mostrar quem faz o trabalho, explicar o processo com honestidade e usar as palavras que o cliente usa.
Vale para as imagens também. Foto real do trabalho, mesmo sem produção sofisticada, comunica mais do que banco de imagens que qualquer concorrente pode usar.
Constância vale mais do que volume
Já vi empresa publicar todo dia por um mês e sumir por um ano. O saldo disso é pior do que não ter começado, porque o perfil parado comunica que a empresa parou.
Vale escolher um ritmo que caiba no pior mês do ano. Duas publicações por mês mantidas por um ano rendem mais do que trinta num mês e silêncio depois.
O que medir sem complicar
Três perguntas por mês bastam: quantas pessoas entraram em contato, quantas tinham o perfil de cliente que você quer, e de onde elas disseram que vieram.
Essa última se consegue perguntando, e depois de três meses ela mostra qual canal trabalha de verdade. Seguidor e curtida ficam de fora de propósito, porque sobem sem mudar o faturamento.
Quando vale contratar ajuda
Fazer sozinha é possível e tem limite. O limite costuma chegar quando o tempo gasto na divulgação começa a atrapalhar o atendimento, ou quando você percebe que está repetindo o mesmo esforço sem entender por que não avança.
Antes de contratar, vale saber o que se está comprando. Execução é uma coisa: alguém publica, cuida do site, roda anúncio. Direção é outra: alguém decide para quem falar, o que dizer e em que ordem. Empresa pequena costuma contratar execução quando precisava de direção, e o resultado sai bonito e genérico.
Já vi negócio gastar um ano pagando publicação em rede social sem ter resolvido o que dizia na primeira tela do próprio site.
Os canais que quase todo negócio local subestima
Dois deles aparecem sempre e custam pouco.
O primeiro são as avaliações. Elas aparecem antes do seu texto, e quem tem trinta avaliações boas compete de igual para igual com empresa muito maior. Pedir na hora certa, logo depois de uma entrega bem-sucedida, é o que funciona.
O segundo são os parceiros que atendem o mesmo cliente sem competir com você. Contador e advogado atendem a mesma empresa; arquiteto e marceneiro atendem o mesmo cliente. Dez conversas por ano com esse grupo costumam trazer mais negócio do que meses de publicação.
O que não fazer no começo
Vale dizer também o que economiza tempo. Não abra perfil em rede que você não vai manter. Não compre lista de contato. Não contrate pacote de seguidores. E não refaça o site inteiro antes de saber o que ele precisa dizer.
Esses quatro consomem orçamento e atenção sem mover o que importa, que é a pessoa certa encontrar você e entender por que escolher você.
Um exemplo de como isso se organiza numa semana
Para sair do abstrato, um arranjo que costuma caber em quem toca tudo sozinho: uma hora na segunda para responder mensagens pendentes e pedir avaliação a quem foi atendido na semana anterior; meia hora na quarta para escrever uma publicação a partir da lista de perguntas de cliente; e meia hora na sexta para anotar quem entrou em contato, de onde veio e o que ficou combinado.
São duas horas por semana. Não é impressionante e é sustentável, que é o que decide. A maior parte das empresas que desistem não desistiu por falta de resultado, desistiu por ter combinado consigo mesma um ritmo que só cabia num mês tranquilo.
Depois de alguns meses com esse arranjo funcionando, aí sim vale pensar em ampliar: um canal novo, um anúncio, uma peça de conteúdo mais elaborada.
O nome da empresa também é presença digital
Um detalhe que aparece pouco e atrapalha muito: nome difícil de escrever, ou igual ao de outra empresa conhecida, faz a pessoa não encontrar você mesmo procurando de propósito.
Não dá para trocar o nome do negócio por causa disso, mas dá para compensar. Vale garantir que o nome apareça escrito do mesmo jeito no site, no perfil do mapa, nas redes e nas notas fiscais. Variação de grafia divide a sua identidade e confunde quem procura.
O passo anterior a tudo
Antes de escolher canal, vale conseguir dizer numa frase o que você faz e para quem. Sem essa frase, todo canal produz texto genérico, e texto genérico não faz ninguém escolher você.
É esse trabalho que sustenta a divulgação depois, e é o que se organiza numa campanha de vendas pela internet bem montada.
Vale ver também marketing para pequenas empresas e, se você está começando do zero, marketing digital para iniciantes.
Perguntas frequentes
Empresa pequena precisa de site?
Precisa, porque mesmo quem chega por indicação procura o nome da empresa antes de ligar. Não achar nada é lido como risco, e a pessoa procura outro fornecedor.
Qual é a ação de maior retorno e menor custo?
Preencher o perfil da empresa no mapa do Google e pedir avaliação a clientes satisfeitos. As duas custam zero e são justamente as que mais ficam para depois.
Preciso publicar todo dia?
Não. Escolha um ritmo que caiba no pior mês do ano. Duas publicações por mês mantidas por um ano rendem mais do que trinta num mês e silêncio depois.
Meu site precisa parecer o de uma empresa grande?
Não, e imitar costuma atrapalhar. O que funciona é falar com nome próprio, mostrar quem faz o trabalho e usar as palavras que o cliente usa.
Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital
