Quem abriu um MEI descobre rápido que ter o CNPJ é o passo mais simples: o difícil é o primeiro cliente que não veio de conhecido. O que trava não costuma ser dinheiro, é não saber por onde começar. Vou mostrar a ordem que cabe em quem está começando do zero e sem orçamento.
Em tempos de crise o aumento das taxas de desemprego torna-se constantes. O aumento do número de desempregados faz com que muitos trabalhadores optem por abrir seu próprio negócio - MEI (micro empreendedor individual), categoria acompanhada de perto pelo SEBRAE.
O sonho de ter um negócio próprio pode ser muito promissor ou pode passar a pesadelo da noite para o dia, se o empresário não souber como planejar ações de comunicação adequadas aos seus objetivos de vendas.
Todos já ouvimos a máxima "a propaganda é a alma do negócio", e podemos dizer que isso faz todo o sentido se pensarmos que um produto ou serviço só obtém sucesso em vendas se o público alvo conhecer a oferta e a empresa.
No entanto, um novo empresário nem sempre conhece os caminhos para implementar ações de marketing assertivas que o ajudem a alavancar as vendas da sua empresa.
O marketing para pequenas empresas pode ser um bom caminho para ajudar a alavancar os negócios e ajudar a construir uma reputação de mercado.
É necessário inicialmente entender o público-alvo e construir uma imagem corporativa que seja capaz de ser reconhecida. Isso parte desde a elaboração da marca, dos materiais de divulgação até o cartão de visitas.
Infelizmente, muitos micro empresários começam suas empresas com ações improvisadas ou sem a assessoria de um profissional de marketing capaz de auxiliá-lo na construção da imagem da sua empresa.
Claro que toda empresa iniciante possui restrições em relação a recursos financeiros e pensar e quaisquer investimentos são muito bem pensados. No entanto, o marketing é, de uma forma geral, um passo importante que deve ser avaliado no início da empresa. Felizmente existem agências de marketing com condições de atender estas empresas considerando suas condições e disponibilidade, capazes de montar um projeto de acordo com o perfil de cada cliente.
A Modernizza ajuda novos empresários a traçarem caminhos e planejarem ações de marketing de acordo com os objetivos da cada microempresa, propondo a implementação de ações que tragam resultados positivos e otimização dos recursos.
A Modernizza oferece às microempresas toda a assessoria de marketing necessária para iniciar um negócio de sucesso
- Planejamento e implementação de Marketing
- Criação de logotipo
- Criação de padronização visual corporativa
- Desenvolvimento de folder, apresentações de produtos e materiais de vendas
- Criação de site
- Otimização do site (SEO) para melhor posicionamento no Google
- Campanhas de anúncios no Google (Adwords)
- Campanhas de anúncios nas redes sociais
- Monitoramento das campanhas com relatórios e métricas de acompanhamento
Índice
Antes de divulgar, uma frase
Na Modernizza, costumamos ver quem está começando pular direto para a rede social e travar na primeira publicação, olhando a tela em branco.
A trava não é de criatividade, é de definição. Antes de escolher canal, é preciso conseguir dizer numa frase o que você faz e para quem. Não é slogan, é informação: quem você atende e que problema resolve.
Sem essa frase, tudo o que você publicar vai sair genérico, e genérico não faz ninguém escolher você. Com ela, o texto se escreve quase sozinho.

A ordem que cabe em quem está começando
| Passo | Custo | Por que primeiro |
|---|---|---|
| Perfil da empresa no mapa do Google | Zero | É onde quem procura perto encontra você |
| WhatsApp comercial com catálogo | Zero | Concentra atendimento e mostra o serviço |
| Uma página simples explicando o serviço | Zero a baixo | Responde quem procura o seu nome |
| Pedir avaliação aos primeiros clientes | Zero | Confiança antes do primeiro contato |
| Falar com quem atende o mesmo cliente | Zero | Indicação chega quase decidida |
Nenhum desses exige dinheiro, e juntos resolvem a maior parte do problema de quem está começando. Anúncio vem depois, quando já existe uma página que convença quem clicar.
O perfil no mapa é a peça mais subestimada
Para serviço local, é o que mais rende e é gratuito. Quando alguém procura o serviço junto com a cidade ou o bairro, o primeiro bloco da tela é ocupado por empresas com mapa e avaliações, e quem não está ali fica abaixo de tudo isso.
Entrar depende de coisas simples: escolher a categoria correta, que é o que mais pesa, preencher endereço e horário, usar telefone que atende e publicar fotos reais do trabalho.
Já vi profissional autônomo passar a receber contato semanal só depois de corrigir a categoria escolhida, que estava errada desde o cadastro.
Os primeiros clientes vêm de perto
Existe um caminho que quem começa costuma achar pequeno demais e que responde pela maior parte dos primeiros negócios: as pessoas que já conhecem você.
Não é pedir favor. É avisar com clareza o que você passou a fazer, para quem, e pedir que indiquem se souberem de alguém com esse problema. A maior parte das pessoas não indica simplesmente porque não sabe o que você faz.
Vale fazer isso de forma específica. Dizer que você atende determinado tipo de cliente com determinado problema funciona muito melhor do que dizer que abriu um negócio.
O WhatsApp como vitrine, e não só como telefone
Quem está começando costuma usar o WhatsApp apenas para conversar, e ele faz mais do que isso sem custo nenhum.
Na versão comercial dá para preencher a descrição do negócio, o horário de atendimento, o endereço e um catálogo com os serviços e faixas de preço. Isso responde metade das perguntas antes de a conversa começar, e economiza o tempo que se gasta explicando o básico.
Vale também configurar uma mensagem automática de saudação dizendo quando você costuma responder. Quem manda mensagem às dez da noite e não recebe nada conclui que foi ignorado; quem recebe um aviso espera.
Fotos do próprio trabalho valem mais do que arte bonita
Existe uma tentação de investir em identidade visual antes de ter clientes. Ela ajuda, e não é o que decide no começo.
O que convence quem está avaliando um profissional novo é ver o trabalho: foto do serviço pronto, do antes e depois, do processo. Mesmo tirada com celular, ela comunica mais do que qualquer arte genérica com frase motivacional.
Vale criar o hábito de fotografar toda entrega, com autorização do cliente quando for o caso. Em poucos meses você tem material suficiente para meses de publicação, e ele é insubstituível.
Preço: o erro que trava o crescimento
Quem começa costuma cobrar pouco por insegurança, e isso cria dois problemas de uma vez. O primeiro é não sobrar dinheiro para investir no próprio negócio. O segundo é atrair o cliente que escolhe pelo preço, que é o mais difícil de atender e o primeiro a sair.
Vale calcular quanto custa a sua hora, incluindo o tempo não faturado, o imposto e o que precisa sobrar. Cobrar abaixo disso não é estratégia de entrada, é prejuízo com prazo.
Separar o pessoal do profissional desde o começo
Parece detalhe e evita problema depois. Usar o número pessoal, o e-mail pessoal e o perfil pessoal para atender cliente funciona no primeiro mês e complica no sexto.
Vale abrir, desde o início, um número comercial, um e-mail com o nome do negócio e um perfil separado. Custa pouco ou nada e evita a mistura que atrapalha o atendimento e a sua própria vida.
Também vale registrar o endereço do site em nome próprio, mesmo que o site venha depois. Endereço é barato e garante que o nome do seu negócio continue disponível quando você precisar dele.
E vale guardar o comprovante de cada cliente atendido, com data e valor. Além de organizar o imposto, esse histórico é o que permite, meses depois, descobrir qual tipo de serviço rende mais e qual só ocupa a agenda.
Vale ainda anotar quanto tempo cada trabalho levou de verdade, do primeiro contato à entrega. É esse número, e não o valor cobrado, que revela se o preço fecha.
Como saber se está funcionando
Três perguntas por mês bastam: quantas pessoas entraram em contato, quantas tinham o perfil de cliente que você quer, e de onde disseram que vieram.
Essa última se consegue perguntando, e depois de três meses mostra qual caminho trabalha de verdade. Seguidor e curtida ficam de fora de propósito, porque sobem sem mudar o faturamento.
Quando essa base estiver de pé, o passo seguinte é organizar a divulgação com objetivo, o que se faz numa campanha de vendas pela internet. A ordem completa está em marketing digital para iniciantes, e o que vale para negócio pequeno, em marketing para pequenas empresas.
Perguntas frequentes
Abri um MEI, por onde começo a divulgar?
Pelo perfil da empresa no mapa do Google, um WhatsApp comercial, uma página simples explicando o serviço, avaliações dos primeiros clientes e conversa com quem atende o mesmo cliente. Nenhum desses custa dinheiro.
Preciso de site logo no começo?
Precisa de alguma página que responda quem procura o seu nome, e ela pode ser simples. O que não convém é não ter nada, porque mesmo quem chega por indicação procura antes de ligar.
Como conseguir os primeiros clientes?
Avisando com clareza, para quem já conhece você, o que você passou a fazer e para quem. A maior parte das pessoas não indica porque não sabe o que você faz, e não por má vontade.
Devo cobrar barato no início?
Cobrar abaixo do custo da sua hora não é estratégia de entrada, é prejuízo com prazo. E atrai o cliente que escolhe por preço, que é o mais difícil de atender e o primeiro a sair.
Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital

