A trava para produzir conteúdo raramente é escrita, é assunto: a pessoa abre a tela em branco e não sabe por onde começar. O material já existe e está nas conversas com cliente, o mesmo material que sustenta as suas campanhas de vendas pela internet. Vou mostrar de onde tirar assunto sem inventar nada e como manter um ritmo que caiba na rotina.
Um dos fatores que geram tráfego e audiência em um website ou blog, além de melhorar o posicionamento junto aos sites de buscas, é a relevância dos temas abordados, o ineditismo e a frequência de postagem. O Google também recomenda conteúdo original e relevante como fator de posicionamento nas buscas. Chamar a atenção do leitor e gerar conteúdo interessante depende diversos fatores, porém com algumas dicas rápidas e práticas é possível gerar um conteúdo interessante. Primeiramente é necessário escolher um tema de interesse do seu público e que contenha palavas-chaves que possam ser facilmente encontradas pelos sites de buscas. Pesquise sobre o tema escolhido e tenha domínio sobre o assunto antes de iniciar o desenvolvimento do texto. Entenda o perfil do público que lerá a postagem e desenvolva o conteúdo com uma linguagem adequada. Evite erros de ortografia e concordância verbal. Utilize uma linha de comunicação direta e procure estabelecer a ideia geral do tema logo no primeiro parágrafo, para prender a atenção do leitor logo no início. Motive-o a ler até o final. Evite textos muito densos e longos. Opte por tópicos ou parágrafos que separem os assuntos em blocos para facilitar a leitura. Enfim, a mais importante de todas as dicas para gerar conteúdo interessante: seja criativo e discorra sobre pontos não tratados anteriormente por seus concorrentes. Fale sobre assuntos com um olhar diferente e que permita ao leitor enxergar a sua expertise sobre o tema abordado. Se você chegou até aqui é porque as dicas funcionam, então... mãos ao mouse e sucesso com o seu site ou blog!
Índice
O assunto já existe, só não está anotado
Na Modernizza, costumamos resolver essa trava com um hábito e não com um método. Toda vez que um cliente fizer uma pergunta, anote. Toda vez que alguém entender errado o que a empresa faz, anote. Toda vez que aparecer uma objeção na negociação, anote.
Em um mês essa lista tem assunto para um semestre, e cada item já vem com a garantia de interessar a alguém, porque alguém perguntou de verdade.
Costumo dizer que o melhor conteúdo de uma empresa já foi explicado dez vezes ao telefone. Só nunca foi escrito.
O que rende, e o que não rende
| Tipo de conteúdo | Retorno |
|---|---|
| Dúvida recorrente do cliente | Alto, e continua rendendo por anos |
| Como escolher entre duas opções | Alto, atrai quem está decidindo |
| O que costuma dar errado | Alto, ninguém publica |
| Bastidor e equipe | Médio, ajuda na confiança |
| Notícia do setor | Baixo, todo mundo publica |
| Data comemorativa | Quase nenhum |
A terceira linha é a mais desperdiçada. Contar o que costuma dar errado exige experiência e por isso quase ninguém escreve, o que torna esse conteúdo difícil de copiar.
Um assunto, uma pergunta
Texto que tenta cobrir um tema inteiro fica raso em tudo. O que funciona melhor é escolher uma pergunta específica e respondê-la de verdade, com detalhe suficiente para a pessoa resolver o problema.
Isso também facilita a produção: uma pergunta cabe numa sentada, um tema inteiro exige um projeto.
Como escrever sem travar
O caminho que destrava é falar antes de escrever. Grave alguns minutos respondendo a pergunta como responderia a um cliente no telefone, e depois transcreva. O texto sai com a naturalidade que a página em branco não produz.

Vale também começar pela resposta, e não pela introdução. Se a primeira frase já responde a pergunta do título, quem chegou fica; se ela promete responder mais adiante, a pessoa sai.
Quem escreve, quando ninguém tem tempo
O arranjo que costuma funcionar em empresa pequena é separar quem sabe de quem escreve. Quem domina o assunto grava a resposta; outra pessoa transforma em texto, sem inventar conteúdo.
Isso resolve os dois gargalos ao mesmo tempo: quem entende gasta minutos em vez de horas, e o texto sai com a experiência de quem atende, que é justamente o que conteúdo genérico não tem.
Já vi esse arranjo destravar blogs parados havia um ano, sem aumentar equipe nem orçamento.
Atualizar rende mais do que publicar
Depois do primeiro ano existe uma alavanca barata que quase ninguém usa: melhorar o que já está publicado.
Texto que já aparece na busca, mesmo em posição mediana, responde melhor a uma boa revisão do que um texto novo responde à publicação. Ampliar, responder as dúvidas que surgiram depois e corrigir o que envelheceu move a posição mais rápido do que começar do zero.
Uma proporção que funciona é escrever dois textos novos e revisar um antigo por mês.
O que fazer com quem chega pelo texto
É onde mais se vaza. A pessoa procura uma dúvida, encontra a resposta, resolve o problema e vai embora sem saber que a sua empresa faz aquilo como serviço.
Vale terminar cada texto com um caminho natural: uma página que aprofunde, uma forma simples de falar com a empresa, ou o conteúdo seguinte. Sem isso, o conteúdo trabalha para o leitor e não para o negócio.
E vale que a passagem seja honesta. Texto que responde pela metade para forçar o contato irrita e reduz a chance de a pessoa voltar.
Como medir sem se enganar
Os números que aparecem primeiro são os que menos dizem. Visualização e tempo de leitura sobem sem que nada mude no faturamento.
Três perguntas dão a leitura honesta: quantas pessoas chegaram ao site pela busca neste trimestre comparado ao anterior, quantas dessas pediram alguma coisa, e quantos clientes fechados disseram ter lido algo antes de procurar você.
A terceira se consegue perguntando, e costuma revelar que o conteúdo participou de vendas creditadas à indicação.
Escrever para uma pessoa, não para um público
Texto escrito para todo mundo soa como não escrito para ninguém. O ajuste que mais melhora a leitura é imaginar um cliente específico, com o problema específico dele, e responder àquela pessoa.
Isso muda o vocabulário, o exemplo e o nível de detalhe. E resolve sozinho a dúvida de quanto explicar: explique o que aquela pessoa precisaria saber.
Vale usar as palavras que ela usa, e não o vocabulário interno da empresa. É assim que o texto é encontrado por quem procura.
Imagem e formato
Conteúdo escrito não precisa de produção sofisticada, e precisa de leitura confortável. Parágrafo curto, subtítulo que adianta o assunto e uma ideia por bloco resolvem a maior parte.
Foto real do trabalho comunica mais do que banco de imagens que qualquer concorrente pode usar. E vale reduzir o arquivo antes de subir: imagem no tamanho original da câmera é o que mais pesa numa página e afasta quem abre no celular.
Vídeo e áudio funcionam como complemento, não como substituto: o texto continua sendo o que é encontrado na busca e o que a pessoa consegue percorrer com o olho.
Um calendário simples que se mantém
Não precisa de planejamento elaborado. Uma lista de perguntas, duas datas por mês na agenda e a regra de escolher sempre a pergunta mais recente da lista já sustentam o ano inteiro.
O que costuma quebrar a constância não é falta de ideia, é a ausência de horário marcado. Conteúdo sem hora reservada perde para qualquer urgência.
E vale anotar, junto de cada assunto, quem perguntou e em que contexto. Meses depois, esse detalhe é o que permite escrever com exemplo concreto em vez de explicação abstrata.
Vale ainda avisar o cliente que a dúvida dele virou texto. Além de gentileza, costuma render compartilhamento e mostra que a empresa escuta.
Por fim, vale guardar num lugar só os textos que mais trouxeram contato. Eles indicam o assunto que o seu público realmente procura, e é nele que vale aprofundar em vez de abrir tema novo.
O ritmo que se sustenta
Duas publicações por mês mantidas por um ano rendem mais do que oito num mês e silêncio depois. Vale combinar um ritmo que caiba no mês mais corrido do ano.
E vale reaproveitar: o mesmo conteúdo vira texto no site, publicação na rede e material de apoio no atendimento. Escrever uma vez e usar em três lugares é o que torna a rotina possível.
O que fazer com quem chega por esse conteúdo está em marketing de conteúdo para pequenas e médias empresas, e a escrita que convence em a importância de uma boa copy de vendas.
Perguntas frequentes
Não sei sobre o que escrever. Por onde começo?
Pelas perguntas que já chegam. Anote toda dúvida de cliente, todo mal-entendido sobre o que a empresa faz e toda objeção de negociação: em um mês essa lista dá assunto para um semestre.
Que tipo de conteúdo rende mais?
Dúvida recorrente do cliente, comparação entre duas opções e o que costuma dar errado. Esse último quase ninguém publica, porque exige experiência, e por isso é difícil de copiar.
Como escrever sem travar na página em branco?
Fale antes de escrever: grave alguns minutos respondendo como responderia ao telefone e transcreva. E comece pela resposta, não pela introdução.
Com que frequência publicar?
Duas vezes por mês mantidas por um ano rendem mais do que oito num mês e silêncio depois. Escolha o ritmo que caiba no mês mais corrido do ano.
Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital
