Anúncio em rede social é onde empresa pequena mais gasta sem retorno, e a causa quase nunca está no anúncio: está no que acontece depois do clique. Isso é parte do que sustenta as suas campanhas de vendas pela internet. Vou mostrar o que precisa estar pronto antes de investir, como começar pequeno e o que medir para não se enganar com número bonito.
O Facebook é uma das mídias sociais mais populares do mundo, e por essa razão tem sido muito utilizado pelas mais diversas empresas como um excelente meio de propaganda e divulgação de produtos e serviços para muitos nichos de mercado. A sua empresa também pode usufruir dos benefícios dessa ferramenta, que hoje conta com uma plataforma de anúncios pagos, além da possibilidade de gerar postagens orgânicas.
Para obter os melhores resultados junto aos anúncios do Facebook, basta seguir alguns procedimentos e pequenos cuidados. Primeiramente, estabeleça um objetivo claro que deseja atingir com a sua campanha de divulgação. Por exemplo: estabeleça se deseja apenas aumentar a audiência da sua página com a obtenção de Likes, se deseja fazer com que o usuário vá até o seu site para comprar algo, se deseja gerar engajamento do seu público alvo com o compartilhamento de conteúdos de interesse comum ou se o objetivo é ampliar a sua base de contatos.
A partir daí elabore a sua estratégia de comunicação e propaganda no Facebook. Se o objetivo for gerar leads e aumentar a sua base de contatos, por exemplo, você pode desenvolver um ebook sobre algum assunto de interesse e oferecê-lo mediante ao preenchimento de um formulário de cadastro. Dessa forma, você consegue mostrar a sua expertise sobre o assunto e ao mesmo tempo adquirir novos contatos para a sua base de prospecção futura.
Tenha o cuidado de elaborar uma peça atrativa, com formato e linguagem adequados e que chame a atenção do seu público. Assim, o anúncio despertará no internauta o interesse de se relacionar com a sua empresa. Quando um internauta navega em sua rede social, o intuito é a descontração e compartilhamento de informações, então, crie um anúncio com layout que esteja em harmonia com o perfil de público que deseja impactar.
Nos dias de hoje, grande parte dos usuários do Facebook acessam suas redes por meio de aparelhos de celular, dessa forma, outro detalhe importante é certificar-se de que o anúncio seja elaborado de tal forma a adaptar-se a qualquer dispositivo móvel.
Uma vez definidos os objetivos da sua campanha, a estratégia de comunicação e o layout do anúncio, resta agora definir o período de veiculação e analisar o pacote de anúncios que melhor se adeque às suas metas. E, por fim, não se esqueça de definir as suas métricas de acompanhamento dos resultados.
Sucesso em sua campanha de propaganda no Facebook.
Índice
O que precisa estar pronto antes
Na Modernizza, costumamos conferir três coisas antes de qualquer investimento, porque sem elas o dinheiro paga para perder gente.
Uma página que responda exatamente o que o anúncio prometeu, e não a página inicial genérica. Um caminho de contato sem atrito, que funcione no celular. E alguém para responder rápido, porque contato abordado no mesmo dia responde muito mais.
Faltando qualquer uma, o resultado ruim vai ser creditado ao anúncio. Já vi campanha ser encerrada como fracasso quando o problema estava na página que recebia o clique.
Começar pequeno é vantagem
A possibilidade de investir pouco e ajustar é o que torna esse caminho seguro para quem tem orçamento curto. Dá para testar uma mensagem por duas semanas e descobrir se ela convence antes de comprometer o mês.
O que costuma dar errado é o contrário: comprometer valor grande de uma vez, com uma mensagem que nunca foi testada.
Público: menos é mais
A tentação é alcançar todo mundo, e público amplo demais traz volume de gente que nunca ia comprar. O custo disso não aparece no anúncio, aparece no tempo de quem atende.
Para negócio local, delimitar região e perfil costuma render muito mais do que ampliar. E vale excluir quem já é cliente, porque anunciar captação para quem já comprou é desperdício puro.
O que medir, e o que ignorar
| Número que engana | Número que decide |
|---|---|
| Alcance | Contatos recebidos |
| Curtidas no anúncio | Contatos com perfil certo |
| Custo por clique | Custo por cliente conquistado |
| Impressões | Propostas aceitas |
A terceira linha resume o erro mais comum: clique barato de gente errada é caro. E o custo por cliente só existe se alguém registrar de onde veio cada contato.
Quanto tempo antes de julgar
Mexer todo dia é o erro que mais encarece. A plataforma precisa de alguns dias para aprender, e trocar o público a cada três dias mantém a campanha permanentemente na fase mais cara.
Vale não mexer na primeira semana e não julgar antes de acumular um número de contatos que não caiba no acaso.
Impulsionar publicação não é anunciar
É o caminho mais fácil e o que menos rende. Impulsionar entrega alcance para uma publicação que foi escrita para quem já segue a empresa, e sem objetivo definido.
Anunciar de verdade significa escolher o objetivo, definir o público, escrever para quem não conhece a empresa e levar para uma página preparada. Dá mais trabalho e é o que produz contato.
Já vi empresa gastar meses impulsionando publicações e concluir que anúncio não funciona no ramo dela, sem nunca ter feito um anúncio.
Onde a pessoa cai depois do clique
Mandar todo mundo para a página inicial é o desperdício mais comum. Quem clicou num anúncio sobre um serviço específico precisa cair numa página sobre aquele serviço.
A página precisa repetir a promessa do anúncio logo na primeira tela, explicar como funciona e oferecer um caminho de contato simples. Nada disso exige site novo: uma página bem escrita resolve.
É o ajuste que mais muda resultado sem aumentar um centavo de investimento.
Quando parar, e quando insistir
Vale parar quando os contatos chegam mas não têm perfil, porque aí o problema é de público ou de promessa, e continuar apenas amplia o erro.
Vale insistir quando os contatos têm perfil e o volume é pequeno, porque nesse caso o mecanismo está certo e o que falta é escala.
E vale desconfiar da conclusão rápida: campanha julgada em cinco dias, com três contatos, não decide nada.
A conta que decide se vale continuar
Antes de definir orçamento, vale saber quanto vale um cliente para a empresa, considerando não só a primeira compra mas o tempo que ele costuma ficar.
Com esse número, a pergunta muda: em vez de perguntar quanto gastar, você pergunta quanto pode pagar para conquistar um cliente e ainda ter lucro. A partir daí o orçamento deixa de ser palpite.
Já vi empresa descobrir que podia pagar bem mais do que pagava por cliente novo, e estava perdendo mercado por prudência mal calculada.
Quem opera, e o que cobrar de quem opera
Contratar alguém para tocar a operação faz sentido, e vale saber o que perguntar depois. Quatro perguntas mensais dão conta: quantos contatos chegaram, quantos tinham perfil, quanto custou cada cliente conquistado e o que será feito diferente no mês seguinte.
Se vierem só relatórios de impressão e clique, o problema não é a campanha, é a prestação de contas.
E vale garantir que a conta de anúncios esteja no nome da empresa, com o fornecedor como acesso convidado. Conta no nome de terceiro significa perder histórico e público na troca.
Vale ainda guardar os anúncios que funcionaram, com o público a que se destinavam. Criativo envelhece, mas o raciocínio por trás dele costuma continuar valendo, e recomeçar do zero a cada campanha joga fora aprendizado pago.
E vale registrar também o que foi excluído ao longo do tempo, como públicos e posicionamentos que não renderam. Essa lista evita repetir o mesmo desperdício na campanha seguinte.
Por fim, vale lembrar que anúncio para no dia em que o pagamento para. Ele resolve o agora, e quem quer reduzir essa dependência precisa manter, em paralelo, a presença que continua rendendo sem investimento diário.
O criativo importa menos do que a promessa
Peça bonita com promessa vaga rende pouco. O que faz alguém parar é reconhecer o próprio problema na primeira linha.
Vale usar as palavras que o cliente usa, e não o vocabulário da empresa. E vale que a promessa do anúncio seja exatamente o que a página entrega, porque a distância entre as duas é onde o dinheiro se perde.
O reimpacto de quem já visitou está em o que é remarketing, e o papel da presença que sustenta tudo isso em 5 razões para investir em mídias sociais.
Perguntas frequentes
O que preciso ter antes de anunciar?
Uma página que responda o que o anúncio prometeu, um caminho de contato sem atrito no celular, e alguém para responder rápido. Faltando qualquer uma, o investimento paga para perder gente.
Quanto investir no começo?
Pouco, por algumas semanas, para descobrir se a mensagem convence antes de comprometer o mês. Começar grande com mensagem não testada é o erro mais caro.
Público amplo traz mais cliente?
Traz mais volume de gente que não compra, e o custo disso aparece no tempo de quem atende. Delimitar região e perfil costuma render mais, e vale excluir quem já é cliente.
O que medir?
Contatos recebidos, quantos tinham o perfil certo e o custo por cliente conquistado. Alcance, curtida e custo por clique sobem sem que nada mude no faturamento.
Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital
