Toda empresa que não aparece numa busca do Google perde espaço para a que aparece, mesmo vendendo um produto melhor, e é por isso que criar site para empresa deixou de ser luxo de negócio grande. Hoje é o mínimo para existir de verdade para quem pesquisa antes de comprar.

Por que ainda vale ter site próprio, com tanta rede social

É uma pergunta legítima, e muita empresa pequena decidiu que a página no Instagram bastava. O problema aparece depois, e sempre do mesmo jeito: a rede social é emprestada. As regras mudam sem aviso, o alcance cai por decisão de plataforma, e uma conta pode ser bloqueada por engano, levando junto anos de conteúdo e a lista de quem seguia.

O site é o único lugar da internet que a empresa controla de verdade. O endereço é dela, o conteúdo é dela, e ninguém decide quantas pessoas vão poder ver. Quando alguém pesquisa o nome da empresa antes de fechar negócio, é ele que responde.

Isso não coloca site e rede social em oposição. A rede social é boa para ser descoberto e para manter presença; o site é onde a pessoa vai quando já está considerando contratar e quer confirmar que a empresa é séria. Um alimenta o outro.

O que precisa estar no site, e o que costuma faltar

Existe um conjunto pequeno de informações que resolve a maior parte das dúvidas de quem chega. O que a empresa faz, dito em palavras que o cliente usaria. Para quem ela trabalha, com recorte claro. Como é o processo, para a pessoa saber o que esperar. Alguma prova de que funciona, como casos ou depoimentos. E como falar com a empresa, sem atrito.

O que mais falta, na prática, são o segundo e o quarto. Muita empresa fala de si em termos genéricos, que serviriam para qualquer concorrente, e não mostra nenhuma evidência de trabalho feito. O visitante sai sem motivo para escolher aquela em vez de outra.

Vale evitar o excesso oposto também. Site com quarenta páginas em que ninguém entra dá trabalho para manter e não ajuda. Melhor poucas páginas bem resolvidas.

Se você já ficou em dúvida se vale mesmo ter site tendo perfil ativo nas redes, essa dúvida é comum e legítima. O que costumo responder é que os dois resolvem momentos diferentes da decisão do cliente.

A ordem certa para criar site para empresa sem retrabalho

Quando se decide criar um site, a tentação é começar pelo visual. É a parte que se vê e a que gera conversa. Mas começar por aí costuma custar caro, porque design é a forma de apresentar um conteúdo que ainda não existe.

Mulher anotando em um caderno ao lado do notebook aberto, em mesa de madeira com plantas

A ordem que funciona é outra. Primeiro definir para quem o site fala e o que ele precisa dizer. Depois decidir quais páginas existem e em que ordem a pessoa passa por elas. Então escrever os textos. E só então desenhar as telas, que agora têm o que apresentar.

Invertida, essa ordem produz o site bonito que não explica nada, e a empresa acaba pagando duas vezes: uma pelo site e outra pelo conserto. É por isso que um projeto de criação de sites bem conduzido gasta as primeiras semanas conversando sobre negócio, e não sobre cor.

Comece pelo celular

A maior parte das visitas vai chegar pelo celular, então é nele que as decisões difíceis precisam ser tomadas. Na tela pequena não cabe tudo, e essa limitação é útil: ela obriga a escolher o que é essencial.

Um site que se resolve bem no celular quase sempre funciona no computador. O contrário raramente é verdade. Se esse ponto ainda não está claro, vale entender o que é um site responsivo antes de aprovar qualquer layout.

Ser encontrado é um segundo trabalho

Um site no ar não aparece sozinho nas buscas. Existir e ser encontrado são etapas diferentes, e a segunda leva mais tempo.

Ela depende de o site explicar com clareza do que trata, de ter conteúdo organizado por assunto, como no arranjo de silos, e de ser citado por outros sites, tema de backlinks e posicionamento nas buscas. Nada disso acontece no mês da entrega, e quem promete o contrário está vendendo o que não controla.

Quanto custa, e o que faz o preço variar

A faixa de preço para site de empresa é larga, e a diferença está quase toda no que está incluído. Montagem sobre modelo pronto com conteúdo fornecido pela empresa é um serviço. Entender o negócio, definir a estrutura, escrever os textos, preparar as imagens e deixar tudo pronto para ser encontrado é outro.

A pergunta útil na hora de comparar não é quanto custa, é o que está dentro. Duas propostas com o mesmo número podem cobrir coisas muito diferentes. E a escolha de quem vai executar pesa mais do que a escolha da ferramenta, assunto tratado em como escolher um webdesigner.

Domínio e hospedagem: as duas coisas que precisam ser suas

Antes de qualquer discussão sobre layout, existe uma questão de propriedade que decide o futuro do site. O endereço na internet e o lugar onde o site fica hospedado precisam estar registrados em nome da empresa, com acesso que a empresa controla.

É muito comum um fornecedor registrar tudo no próprio nome, por conveniência. Enquanto a relação vai bem, ninguém percebe. Quando a empresa decide trocar de fornecedor, descobre que não controla o próprio endereço e fica refém de uma negociação. Já vi empresa perder o endereço que usava há dez anos por causa disso.

A conversa é simples e cabe na primeira reunião. Registrar em nome da empresa, com um e-mail da empresa, e guardar os acessos. Cinco minutos que evitam um problema sem solução barata.

O que fazer no primeiro ano

Depois que o site entra no ar, existe um trabalho de manutenção que costuma ser esquecido no orçamento. Ele não é grande, mas precisa acontecer.

Vale acompanhar por onde as pessoas chegam e quais páginas elas abrem, para descobrir o que interessa de verdade. Vale corrigir o que aparecer de errado nos primeiros meses, porque sempre aparece. E vale acrescentar conteúdo com alguma regularidade, mesmo que pouco, porque site parado envelhece rápido.

Também vale revisar, uma vez por ano, se o que está escrito ainda corresponde ao que a empresa vende. Serviço que saiu do catálogo continua atraindo pedido errado, e serviço novo que não está no site simplesmente não existe para quem procura.

Site de empresa pequena não precisa parecer de empresa grande

Existe uma tentação de imitar o site das grandes, com linguagem corporativa e fotos de reunião em sala de vidro. O efeito costuma ser o oposto do pretendido: o visitante percebe a imitação e desconfia.

O que funciona melhor para empresa pequena é justamente o que ela tem de diferente. Falar com nome próprio, mostrar quem faz o trabalho, explicar o processo com honestidade e usar as palavras que o cliente usa. Isso constrói confiança de um jeito que texto corporativo genérico não constrói.

Vale para as imagens também. Foto real do trabalho, mesmo sem produção sofisticada, costuma comunicar mais do que banco de imagens que qualquer concorrente pode usar. Quem procura um fornecedor menor está procurando proximidade, e o site pode entregar isso desde a primeira tela.

Comece pequeno, mas comece certo

Empresa que adia o site esperando ter tudo pronto costuma adiar por anos. Um site enxuto, com quatro ou cinco páginas bem escritas, já resolve a maior parte do que se espera dele e pode crescer depois.

O que não convém é começar errado na base: endereço em nome de terceiro, plataforma que ninguém consegue mexer depois, ou estrutura que não aguenta crescer. Essas escolhas são baratas de fazer e caras de desfazer, então valem a atenção que o layout costuma receber.

Perguntas frequentes

Ainda vale a pena ter site, com tanta rede social?

Vale, porque a rede social é emprestada. As regras mudam sem aviso, o alcance cai por decisão de plataforma e uma conta pode ser bloqueada por engano. O site é o único lugar da internet que a empresa controla de verdade.

O que não pode faltar no site de uma empresa?

O que a empresa faz em palavras que o cliente usaria, para quem ela trabalha com recorte claro, como é o processo, alguma prova de que funciona e uma forma de contato sem atrito. O que mais falta na prática é o recorte e a prova.

Por onde começar um site?

Pela definição de para quem ele fala e o que precisa dizer, depois quais páginas existem e em que ordem, então os textos, e só então o desenho das telas. Invertida, essa ordem produz o site bonito que não explica nada.

Em nome de quem devem ficar o domínio e a hospedagem?

Da empresa, sempre, com acesso que a empresa controla. É comum um fornecedor registrar tudo no próprio nome por conveniência, e isso vira problema sem solução barata na hora de trocar de fornecedor.

Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital