Comunicação é coisa séria. E um site bem construído, dentro das boas práticas que o Google recomenda, faz parte dessa comunicação. E uma das poderosas ferramentas de comunicação de uma empresa é o seu website. Por isso, a criação de um site para uma empresa é algo a ser pensado com cuidado. No mercado existem centenas de milhares de webdesigners, então, como uma empresa pode escolher um bom webdesigner para criar o site da sua empresa?
O bom webdesigner é aquele que consegue entender as necessidades do seu cliente e tem a capacidade de desenvolver um projeto de criação de site que melhor atenda os objetivos da empresa e se comunique melhor com o seu público-alvo. Além disso, o bom profissional webdesigner é aquele capaz de cumprir prazos e entregar um trabalho com alta qualidade.
Para escolher um bom webdesigner é preciso levar em consideração a sua capacidade de entrega do projeto dentro dos prazos estabelecidos.
É preciso também identificar a sua capacidade de comunicação, entendimento do briefing e do público-alvo e os objetivos que se deseja alcançar com este site.
Os melhores profissionais não são os que cobram mais barato, pois qualquer pessoa pode se propor a criar um site, porém só o bom profissional é capaz de fazê-lo com excelência e qualidade. Logo, um bom profissional tende a cobrar um valor maior pelos seus serviços.
O webdesigner ideal é aquele que não só domina as ferramentas de desenvolvimento, como também conhece as técnicas de marketing e comunicação, ao ponto de conseguir aliar a criatividade com profissionalismo e qualidade.
Índice
A confusão que atrapalha a escolha
Boa parte das contratações difíceis começa com uma confusão de papéis. A empresa pensa que está contratando quem desenha telas, mas o que ela precisa é de alguém que resolva um problema de comunicação. São coisas diferentes, e a diferença aparece no resultado.
Quem só desenha telas entrega um site bonito com o conteúdo que a empresa mandou. Se o conteúdo não explica para quem a empresa trabalha nem o que ela entrega de diferente, o site fica bonito e mudo. Quem trabalha comunicação começa perguntando quem é o cliente, o que ele compara antes de decidir e o que faz ele escolher, e só depois desenha.
Não existe certo e errado absoluto aqui. Existe saber o que se está comprando. Se a empresa já tem a mensagem resolvida, contratar execução é suficiente e sai mais barato. Se não tem, contratar só execução é adiar o problema.
As perguntas que revelam o profissional
Numa primeira conversa, o que mais informa não é o que o profissional apresenta, é o que ele pergunta. Quem pergunta só sobre número de páginas, cores e prazo está orçando um produto. Quem pergunta quem é o cliente da empresa, como as pessoas chegam hoje e o que costuma travar a venda está entendendo um problema.
Vale prestar atenção também no que ele diz sobre o que não vai fazer. Profissional experiente costuma delimitar escopo com clareza, e isso protege os dois lados. Quem concorda com tudo na primeira conversa geralmente vai renegociar depois, quando o trabalho estiver em andamento.
Outra pergunta útil é sobre manutenção. Site é coisa viva, e quem some depois da entrega deixa a empresa sem saída na primeira necessidade de alteração.
O que olhar no portfólio, além do visual
Portfólio bonito é fácil de montar. O que diz mais é olhar os sites entregues em uso real, e não as imagens de apresentação.
Abra os endereços no celular, com dados móveis. Veja se carregam rápido, se dá para entender em dez segundos o que cada empresa faz e se o contato está a um toque. Um profissional que entrega sites lentos ou difíceis no celular vai entregar o mesmo para você, por mais bonito que seja o material de apresentação. Vale entender antes o que é um site responsivo para saber o que está avaliando.
Vale também olhar se os sites do portfólio ainda estão no ar e atualizados. Trabalho que os clientes abandonaram ou trocaram rápido diz alguma coisa.
Já vi empresa contratar quem só monta telas achando que estava contratando quem resolve comunicação, e descobrir isso três meses depois, com o site pronto e sem saber o que escrever nele.
Preço: o que costuma estar por trás da diferença
É comum receber orçamentos muito distantes para o mesmo pedido, e a diferença raramente é só margem. Ela costuma estar no que está incluído.
Orçamento baixo geralmente cobre montagem sobre um modelo pronto, com o conteúdo que a empresa fornecer. Orçamento alto costuma incluir entender o negócio, definir a estrutura de páginas, escrever ou reescrever textos, preparar imagens e deixar o site pronto para ser encontrado. As duas coisas são legítimas, mas não são a mesma compra.
O erro caro é comparar os dois como se fossem iguais e escolher pelo número. Costuma terminar com a empresa pagando de novo, um ano depois, para resolver o que ficou de fora.
Os sinais de alerta
Alguns sinais aparecem antes do contrato e valem atenção. Promessa de primeira posição no Google em prazo curto é o mais comum, e ninguém tem esse controle. Pressa excessiva para fechar, com desconto que expira em dois dias, é outro.
Vale desconfiar também de quem não explica como o site vai ser mantido depois, de quem não entrega os acessos do domínio e da hospedagem em nome da empresa, e de quem não coloca por escrito o que está incluído. Esse último ponto resolve sozinho a maior parte dos conflitos futuros.
O que precisa estar combinado por escrito
Antes de começar, quatro coisas precisam estar claras. O que exatamente será entregue, incluindo quantas páginas e quem escreve os textos. Quem fornece as imagens e se elas são licenciadas. Quantas rodadas de ajuste estão incluídas, porque revisão infinita não existe. E em nome de quem ficam domínio, hospedagem e acessos, que precisam ser da empresa.
Esse último item é o que mais gera problema anos depois, quando a empresa quer trocar de fornecedor e descobre que não controla o próprio endereço. É uma conversa de cinco minutos que evita meses de dor de cabeça.
Depois da entrega, o trabalho continua
Site entregue não é site pronto. Ele precisa ser acompanhado, ajustado conforme as pessoas usam e atualizado quando a empresa muda o que vende. Combinar desde o começo como isso vai funcionar faz parte da escolha do profissional.
Vale lembrar ainda que ser encontrado é outro trabalho, que começa depois. Organizar o conteúdo por tema, como se faz com silos, e melhorar o que já existe, como reunido em como melhorar o seu site, são frentes que seguem depois da entrega. Quando esse acompanhamento faz parte do serviço de criação de sites, a empresa não fica sozinha no dia seguinte.
Profissional autônomo, agência ou plataforma pronta
Existem três caminhos, e cada um serve a uma situação diferente. Vale escolher sabendo o que se ganha e o que se abre mão em cada um.
A plataforma pronta, em que a própria empresa monta o site sobre um modelo, é a opção mais barata e mais rápida. Serve bem para quem precisa existir na internet agora e não tem orçamento. O custo escondido é o tempo de quem vai montar e o limite do modelo, que raramente acomoda o que a empresa tem de específico.
O profissional autônomo costuma dar mais atenção e cobrar menos que uma agência. A conversa é direta com quem executa, o que acelera as decisões. O risco é a dependência de uma pessoa só: férias, doença ou excesso de trabalho travam o projeto.
A agência traz equipe, o que significa continuidade e mais frentes cobertas ao mesmo tempo. Custa mais e às vezes coloca camadas entre quem decide e quem faz. Para projeto que envolve conteúdo, imagem e acompanhamento depois, costuma compensar.
Como conduzir a conversa do seu lado
Boa parte da qualidade da entrega depende do que a empresa leva para a primeira reunião. Chegar com uma lista de sites que se admira ajuda pouco; chegar sabendo responder três perguntas ajuda muito.
Quem é o cliente que a empresa quer atrair, e não todo mundo. O que essa pessoa costuma perguntar antes de fechar. E o que a empresa faz que os concorrentes dela não fazem, dito em frase simples, sem adjetivo.
Se essas três não tiverem resposta, vale resolvê-las antes de contratar o site, porque elas são o conteúdo. Sem elas, o profissional mais competente do mundo vai preencher a página com texto genérico, e o resultado vai parecer com o de todo mundo.
Quanto tempo leva, e por que atrasa
Um site institucional de porte comum costuma levar de quatro a oito semanas quando tudo corre bem. O prazo raramente estoura por causa da parte técnica: ele estoura na espera por conteúdo.
Textos que a empresa se comprometeu a escrever, fotos que ainda serão feitas, aprovação que depende de alguém que está viajando. É quase sempre aí que o projeto para. Por isso vale combinar desde o início quem entrega o quê e em que data, tratando conteúdo como parte do cronograma e não como detalhe.
Quando a empresa não tem quem escreva, o caminho honesto é contratar isso junto. Sai mais caro no papel e mais barato no total, porque evita um site parado por meses esperando texto que nunca vem.
Perguntas frequentes
Como escolher um bom webdesigner?
Repare menos no que ele apresenta e mais no que ele pergunta. Quem pergunta só sobre número de páginas, cores e prazo está orçando um produto. Quem pergunta quem é o seu cliente, como as pessoas chegam hoje e o que trava a venda está entendendo um problema.
Por que os orçamentos de site variam tanto?
A diferença raramente é margem, é escopo. Orçamento baixo costuma cobrir montagem sobre modelo pronto com conteúdo fornecido pela empresa. Orçamento alto costuma incluir entender o negócio, definir a estrutura, escrever textos e preparar o site para ser encontrado.
O que precisa estar combinado por escrito?
O que será entregue e quem escreve os textos, quem fornece as imagens e se são licenciadas, quantas rodadas de ajuste estão incluídas, e em nome de quem ficam domínio, hospedagem e acessos, que precisam ser da empresa.
Quanto tempo leva para fazer um site?
De quatro a oito semanas quando tudo corre bem. O prazo raramente estoura pela parte técnica: estoura na espera por conteúdo, textos e fotos que a empresa se comprometeu a entregar.
Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital
