Todo site tem alguma coisa que trava resultado, mas nem sempre é a mesma coisa para dois sites diferentes, e é por isso que melhorar o site sem saber qual é essa coisa específica é gastar tempo em ajuste que não muda nada. Vou mostrar por onde procurar antes de mexer em qualquer detalhe.

O site corporativo é uma das melhores ferramentas de comunicação de uma empresa, seja de pequeno, médio ou grande porte.

No entanto, muitos sites possuem falhas ou pontos a ser melhorados. Alguns ajustes podem contribuir para o aumento de audiência e consequentemente gerar melhores resultados em comunicação e vendas.

A primeira dica para melhorar o desempenho de um site é a inserção  de  conteúdos relevantes que despertem interesse do público-alvo. E, para atrair este público, é importante gerar conteúdos que tenham palavras-chaves, estrutura de páginas com silos e termos relacionados ao seu negócio de atuação.

Outros pontos a serem considerados é o design, a comunicação visual e a linguagem, que devem estar de acordo com o perfil dos seus prospects e clientes.

Para atrair leitores, é necessário que seu site tenha uma boa visibilidade junto aos resultados dos sites de buscas, sendo que, para obter um bom posicionamento é preciso aplicar as técnicas de SEO - otimização de sites. A visibilidade também pode ser aumentada se o site for divulgado junto às mídias digitais.

Para saber se o site possui uma boa audiência é necessário monitorar os resultados. Existem ferramentas de monitoramento das quais se destaca o Google Analytcs, que é gratuito e fornece dados estatísticos e métricas de performance.

Antes de mexer em qualquer coisa, descubra onde está o problema

A vontade de melhorar um site quase sempre chega junto com uma ideia pronta de solução. Trocar o layout, colocar um vídeo no topo, mudar as cores. Só que site que não traz resultado pode estar falhando em lugares muito diferentes, e cada um pede um tipo de trabalho.

Existem três perguntas que separam bem esses lugares. A primeira: as pessoas estão chegando? Se quase ninguém entra, o problema é de ser encontrado, e mexer no layout não muda nada. A segunda: as pessoas que chegam ficam? Se elas entram e saem em segundos, o problema está na primeira tela, no que ela promete e em quanto tempo leva para carregar. A terceira: as pessoas que ficam entram em contato? Se leem tudo e não chamam, o problema é de mensagem, não de aparência.

Responder essas três antes de decidir a mudança economiza meses. É comum uma empresa refazer o site inteiro por causa de um problema que estava só na terceira pergunta, e continuar sem contato depois de gastar o orçamento todo.

Faço essas três perguntas em toda primeira reunião, e é comum a empresa descobrir ali que o problema não era o que ela imaginava. Já vi mais de um projeto de site inteiro ser cancelado depois dessa conversa, porque a questão era a mensagem e não o layout.

Velocidade é a melhoria que rende mais rápido

Nenhum ajuste de conteúdo compensa uma página que demora para abrir. A pessoa que espera demais sai antes de ver qualquer coisa que você escreveu, e essa saída acontece principalmente no celular, com conexão comum, que é a situação da maioria das visitas.

Os culpados costumam ser sempre os mesmos. Imagens pesadas, enviadas no tamanho original da câmera, que poderiam ter um décimo do peso sem perda visível. Excesso de recursos carregados de fora do site. E acúmulo de funcionalidades instaladas ao longo dos anos, muitas delas sem uso, que continuam carregando código em toda página.

Vale começar pelas imagens, porque é o ajuste de maior efeito e menor risco. Depois, olhar o que está instalado e desligar o que não se usa há tempos.

A primeira tela precisa dizer o que a empresa faz

Esse parece um conselho óbvio, e é justamente o que mais se erra. Muita primeira tela abre com uma frase bonita que serviria para qualquer empresa de qualquer setor, do tipo soluções sob medida para o seu negócio. Quem chega não sabe se está no lugar certo, e a dúvida custa a visita.

O que funciona é mais simples: dizer o que a empresa faz e para quem, em palavras que o cliente usaria. Isso não tira a elegância do site, só tira a ambiguidade. E tem um efeito colateral bom, porque essa mesma clareza é o que o buscador usa para entender do que a página trata.

A ordem em que a informação aparece também pesa, porque a leitura de tela segue padrões bastante previsíveis, assunto tratado em eye tracking na criação de sites.

Organizar o conteúdo vale mais do que publicar mais

Sites que publicam há alguns anos costumam ter bastante material, só que espalhado. O resultado é um monte de páginas competindo entre si, sem nenhuma delas ficar forte.

Agrupar esse material por tema, ligar os conteúdos do mesmo assunto entre si e apontar todos para a página principal daquele tema costuma render mais do que publicar textos novos. É o raciocínio de silo como estratégia de SEO, e ele funciona bem justamente em site que já tem histórico.

Adaptação ao celular não é mais um extra

Hoje a maior parte das visitas chega pelo celular, e um site que não se adapta perde essas pessoas antes de qualquer conversa. Não se trata só de caber na tela: é a ordem em que os blocos aparecem, o tamanho do texto, o espaço entre os botões e a facilidade de chamar no telefone ou no WhatsApp sem precisar aumentar o zoom.

Se esse ponto ainda está em aberto no seu site, vale entender o que é um site responsivo antes de investir em qualquer outra melhoria, porque ele é a base sobre a qual as outras se apoiam.

Quando melhorar não resolve e é hora de refazer

Existe um ponto em que continuar remendando sai mais caro do que recomeçar. Ele costuma aparecer quando o site foi feito em uma tecnologia que ninguém mais mantém, quando cada alteração pequena exige um programador, ou quando a estrutura de páginas não tem mais relação com o que a empresa vende hoje.

Nesses casos, o trabalho volta para antes do site: decidir o que a empresa oferece, para quem, e em que ordem isso vai ser apresentado. Só depois disso a discussão vira desenho de páginas. É assim que um projeto de criação de sites começa quando é bem feito, e é o que evita repetir daqui a dois anos o mesmo problema com um site novo.

E se a dúvida for sobre quem contratar para isso, vale ler como escolher um webdesigner, porque a escolha do profissional costuma decidir mais o resultado do que a escolha da ferramenta.

Os detalhes pequenos que travam contato

Existe uma categoria de problema que não aparece em relatório nenhum e derruba resultado todo dia: o atrito na hora de falar com a empresa. Telefone escrito como imagem, que não dá para tocar no celular. Formulário com dez campos obrigatórios para uma dúvida simples. Endereço de e-mail que ninguém acompanha. WhatsApp que abre numa conta desativada.

Vale testar o próprio site como se você fosse um cliente. Abrir no celular, procurar o contato, tentar chamar. Se em algum momento você hesitar, o visitante já desistiu. Esse teste leva cinco minutos e costuma revelar mais do que uma auditoria inteira.

Outro detalhe é a página de contato pedir informação demais antes de dar qualquer coisa em troca. Quem ainda está pesquisando não quer preencher cadastro, quer tirar uma dúvida. Reduzir o formulário ao mínimo necessário quase sempre aumenta o número de mensagens recebidas.

Autoridade do domínio: o trabalho que vem depois

Depois que o site carrega bem, diz com clareza o que a empresa faz e está organizado por tema, sobra a parte mais lenta, que é ser reconhecido fora do próprio site. Isso acontece quando outros sites citam o seu, e é o que costuma explicar por que dois sites parecidos ocupam posições muito diferentes.

Esse trabalho não tem atalho honesto e não se compra em pacote. Ele vem de conteúdo que vale ser citado, de presença em veículos do setor e de relação com parceiros e clientes. O funcionamento disso está detalhado em backlinks e posicionamento nas buscas do Google.

Por onde começar a melhorar o site amanhã

Se for para escolher uma ordem, ela costuma ser esta. Primeiro, deixar o site rápido e utilizável no celular, porque isso afeta todas as visitas. Segundo, reescrever a primeira tela para dizer o que a empresa faz e para quem. Terceiro, organizar o conteúdo existente por tema. Quarto, tirar o atrito do contato. E só então investir em conteúdo novo e em autoridade externa.

Essa ordem não é a mais empolgante, mas é a que evita gastar em cima de um problema que ainda não foi identificado. Site melhora por acúmulo de decisões simples, e não por uma reforma grande a cada três anos.

Melhoria contínua vale mais do que reforma

Site não é obra que termina. Ele acompanha o que a empresa vende, e o que a empresa vende muda com o tempo. Quando o site fica parado por três anos, a distância entre o que está escrito nele e o que a empresa realmente faz vira grande demais para ser corrigida com um ajuste.

O hábito que resolve isso é modesto: uma revisão por trimestre, olhando três coisas. Se a descrição dos serviços ainda corresponde ao que se vende hoje. Se as páginas mais visitadas continuam respondendo bem quem chega nelas. E se apareceu alguma pergunta nova de cliente que o site ainda não responde.

Essa revisão costuma render uma ou duas mudanças pequenas por vez, e é exatamente isso que mantém o site vivo sem exigir reforma. Sai mais barato, dá menos trabalho e evita o desgaste de recomeçar do zero.

Perguntas frequentes

Por onde começar a melhorar um site?

Antes de mexer, vale responder três perguntas: as pessoas estão chegando, as que chegam ficam, e as que ficam entram em contato. Cada resposta aponta para um trabalho diferente, e pular essa etapa costuma fazer a empresa refazer o site inteiro por um problema que era de mensagem.

Qual melhoria dá resultado mais rápido?

Velocidade. Nenhum ajuste de conteúdo compensa uma página que demora a abrir, e o maior culpado costuma ser imagem enviada no tamanho original. Reduzir o arquivo antes de subir é o ajuste de maior efeito e menor risco.

Quando vale mais refazer o site do que melhorar?

Quando ele foi feito em tecnologia que ninguém mantém, quando cada alteração pequena exige um programador, ou quando a estrutura de páginas não tem mais relação com o que a empresa vende hoje.

Com que frequência revisar o site?

Uma revisão por trimestre resolve, olhando se a descrição dos serviços ainda corresponde ao que se vende, se as páginas mais visitadas continuam respondendo bem, e se apareceu pergunta nova de cliente que o site não responde.

Por Priscila Falchi – Consultoria de Marketing e fundadora da Modernizza Marketing Digital